“Hoje fomos visitar os ajustes directos da Câmara Municipal de Matosinhos no portal “Base.Gov”. Este concelho da Área Metropolitano do Porto, com cerca de 175 mil habitantes, já leva mais de dois mil contratos de ajuste directo num valor que supera, nesta data, os 168 milhões de euros.

Coisa pouca. Ora, no meio de tanto ajuste, podemos encontrar coisas tão interessantes como os 81 mil euros ajustados para “promoção do Município de Matosinhos no evento “Comic Con” com um prazo de execução de quatro dias e pagos à empresa “City Conventions In The yard, Lda”. Esta empresa, por sua vez, tem apenas três contratos de ajuste directo no referido portal, dois de 2015 e um de 2016, totalizando mais de 130 mil euros e sempre para o mesmo cliente: a Câmara Municipal de Matosinhos (…)”. Blog Aventar, 5 Janeiro 2017

Texto completo   https://aventar.eu/2017/01/05/ajustes-directos-a-lupa-matosinhos/#more-1264865

 

»»»»

 

“(…) Neste jogo, o coração da dignidade da pessoa é esventrado de uma maneira inimaginavelmente sórdida. Os concorrentes serão incitados a se transformarem em infra animais. Sim, porque os animais têm códigos de conduta que sempre respeitam.

É nisto que desemboca a ideia da pessoa como objecto, do mal como instrumento para combater o niilismo e a ausência de sentido de muitas vidas, da banalização levada aos mais insuportáveis limites de violência gratuita e de morte, da falsa e efémera vitória da fama nem que seja pelos piores motivos, da expressão selvagem do egoísmo e da consequente negação do Homem como ser eminentemente social e relacional, da ditadura das audiências num brutal curto-circuito entre o dinheiro e o mercado da lama humana.”, Bagão Félix, in blogues publico, 5 Jan. 2017

Texto completo   http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2017/01/05/vale-tudo-inclusive-tirar-olhos/

 

»»»»

 

“Imaginem, por exemplo, Rui Machete, MNE, descontraído num encontro entre companheiros de partido referindo-se desprimorosamente a um grupo de pessoas com as quais o governo tinha de lidar. Imaginem que essa conversa tinha sido captada pela indiscrição criminosa de uma câmara de TV. Aposta-se que ninguém condenaria a TV por captar conversas privadas à socapa, sem autorização. O que também se adivinha é que, no momento seguinte à divulgação das imagens e do som, toneladas da autoridade moral da esquerda se abateriam sobre o senhor, exigindo, no mínimo, o abandono do governo, se não mesmo a cabeça do PM.(…), JM Ferreira de Almeida, in blog 4R- Quarta República

Texto completo  http://quartarepublica.blogspot.pt/

 

»»»»

 

“É difícil não concordar com Assunção Cristas quanto à necessidade de responder com o «radicalismo do amor» ao «radicalismo dos populismos». Na melhor tradição da própria democracia cristã, esta sua recente formulação seria um bom enunciado para devolver credibilidade e esperança a «muita gente que se foi sentindo abandonada, esquecida pela política, pela economia, pela sociedade». No limite, poderíamos até admitir que esta noção inspirou Pedro Mota Soares em 2011, quando defendeu a necessidade de uma «ética social na austeridade». Isto é, uma ação política comprometida com o «tratamento excecional para aqueles que são os mais excluídos e carenciados».

O problema é que existe uma diferença abissal entre a retórica do CDS/PP e as suas escolhas concretas na hora da governação, quando o partido tem a oportunidade de ser consequente e de traduzir em medidas efetivas aquilo que proclama. De facto, ao aumento da pobreza nos últimos anos, induzido pelas políticas de austeridade que diligentemente prosseguiu, o anterior governo – a que pertenciam Cristas e Mota Soares – respondeu com uma redução da cobertura de crianças e jovens em risco de pobreza abrangidos pelo RSI (de 37 para 22%, entre 2011 e 2015) e dos idosos em risco de pobreza abrangidos pelo RSI e CSI (de 74 para 46%, no mesmo período).(…)” blog Ladrões de Bicicletas, 5 de Janeiro 2017

Texto completo   http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2017/01/amar-como-o-partido-de-cristas-amou.html

 

»»»»

 

“Porque é que o mergulho de Marcelo na praia de Cascais me incomoda? Não é só o show-off de alguém que precisa de se exibir que me chateia. Isso terá naturalmente uma explicação qualquer, para a qual não sou a pessoa mais indicada. O que me incomoda é a ostentação de Marcelo não ser escrutinada apesar dos intentos por trás dos mergulhos.

Outro seria trucidado. Mas Marcelo, apesar de afilhado de quem é, amigo da casa de Ricardo Salgado, mergulha no mar em plena baía de Cascais e o país sorri porque o Presidente é a garantia de que o país fica como está. A cumplicidade tem destas coisas. O que de outra maneira seria inadmissível é aceite como compensação de que nada muda.

E a forma complacente como fala com as pessoas, não como um Presidente eleito pelo povo, mas pelo destino. Porque Marcelo acredita nisso: que estava destinado a ser chefe de Estado. Diz–se que é comportamento de rei, algo que estranho num país alegadamente republicano e que elegeu um Presidente(…)”, André Abrantes Amaral, in blog O Insurgente, 5 de janeiro 2017

Texto completo  https://oinsurgente.org/

 

 

Advertisements