Neste final de campanha eleitoral Autárquicas 2017, importa sublinhar o que verdadeiramente estará em jogo no próximo domingo no concelho de Sintra.
Em primeiro lugar, a fazer fé nas sondagens publicadas em diversos órgãos de comunicação social de expressão nacional, todas apontam para uma vitória da candidatura do PS. Fica a dúvida de ser alcançada com ou sem maioria absoluta.
Em segundo lugar, a candidatura de Marco Almeida, agora apoiada pela coligação Juntos pelos Sintrenses (PSD/CDS-PP/MPT/PPM), aparentemente, não obterá um resultado muito diferente do alcançado em 2013, então, em versão “independente”.
Esta metamorfose traduzida na recuperação para a causa do seu ex-partido de sempre, parece não “pagar” eleitoralmente.
Por último, a hipótese plausível da candidatura do Bloco de Esquerda (BE) eleger um vereador.

Neste contexto é legítimo colocar a seguinte questão: é mais importante o eleitorado entregar o poder absoluto ao PS de Basílio Horta ou proporcionar uma alteração no cenário político sintrense, que se repete década após década, com os resultados conhecidos?

De facto, a eleição de um vereador do BE para o próximo executivo significará, entre outras prioridades:

• Reabilitar sem especular e combater o betão.
• Priorizar os transportes públicos e menos poluentes.
• Apoiar a fixação de empresas comprometidas com a qualidade ambiental, salários e condições de trabalho dignas.
• Orçamento participativo, com 15% do investimento.
• Solidariedade social.
• Saúde – revisão do projecto do novo hospital de Sintra com aumento das valências.
• Despartidarizar os apoios a grupos culturais e desportivos.
• Remodelar o parque escolar concelhio.
• Direito à água, com revisão em baixa das tarifas sociais.
• Município amigo doa animais.

A decisão, como é óbvio, cabe às e aos eleitores. E ela será tanto mais rigorosa, quanto melhor conhecidas forem as propostas em confronto e, sobretudo, a sua credibilidade.
Neste sentido, o BE participou num debate realizado pela Associação Empresarial de Sintra, no passado dia 22, no qual teve oportunidade de expor os seus argumentos e dar a cara por eles. O mesmo debate a que Basílio Horta fez questão de não comparecer, numa atitude de invulgar arrogância e desprezo pelas mais elementares regras do convívio democrático. Está-lhe, afinal, no seu ADN político.
Imaginem se dispuser de uma maioria absoluta!

No próximo mandato vão discutir-se políticas estruturantes para o concelho de Sintra. Em particular a revisão do Plano Director Municipal (PDM).

Um vereador do BE fará uma grande diferença. Este nunca fará quaisquer acordos ou entendimentos com a direita ou pactuará com negociatas.

No próximo dia 1 de Outubro, o voto é no BE.

 

Valdemar Reis

Activista do Bloco de Esquerda
(Nota: Este artigo apenas responsabiliza o autor)