Uma das nossas prioridades para o concelho de Sintra é promover a melhoria da saúde física e psicológica dos Sintrenses, em suma, queremos munícipes mais felizes. As nossas medidas na área da saúde, ao contrário do que é normal, versam sobre a prevenção e o bem-estar das pessoas, naquilo que lhes dá qualidade de vida e vontade de viver.
Assim julgamos importante a criação da figura do nutricionista escolar, por forma a assegurar que as crianças recebem refeições completas, saudáveis e nutritivas mas também nos comprometemos a organizar sessões de esclarecimentos sobre nutrição para todas as idades, bem como pressionar o Governo para a contratação de mais nutricionistas para os nossos Centros de saúde. O objectivo é melhorar as condições de saúde dos utentes e promover a literacia alimentar.

A maioria dos portugueses desconhece que a elevada prevalência das doenças crónicas é um dos principais desafios na área da saúde pública. Estas doenças são actualmente, a nível mundial, a principal causa de mortalidade, representando 68% do total de mortes em 2012.
Em Portugal, segundo o Inquérito Nacional de Saúde, em 2014, mais de metade da população portuguesa adulta (52,8%) tinha excesso de peso.
Estima-se que 31,6% das crianças portuguesas com idades compreendidas entre os 6 e os 8 anos apresentam excesso de peso (incluindo a obesidade).

A maior parte dos idosos sofre de excesso de peso ou obesidade e a esmagadora maioria consome demasiado sal. A proporção de idosos com excesso de peso ou obesidade é extremamente elevada, com valores muito acima dos encontrados para a população adulta em geral em Portugal. É de salientar, no entanto, que muitas destas pessoas obesas encontram-se em risco de desnutrição pois consomem muitos alimentos com valores nutritivos muito baixos e com índices calóricos elevados, como bolachas e pão. Face aos dados expostos concluímos que esta não é de todo uma questão menor pelo que é nossa obrigação alertar as pessoas e dar-lhes as ferramentas necessárias para alterarem os seus comportamentos (se assim entenderem).
Defendemos também a contratação de mais psicólogos para os centros de saúde, portanto mais uma vez agindo junto do governo.

Existem no Serviço Nacional de Saúde 553 psicólogos, sendo o rácio actual de 1 para cada 16.638 habitantes quando, através de um cálculo moderado, deveria haver pelo menos 1 psicólogo por cada 5000 habitantes. Sintra não escapa, infelizmente, a esta média. Tendo conhecimento que Portugal é o terceiro país do mundo com a taxa mais alta de pessoas com perturbação psicológica, que as mulheres portuguesas apresentam o valor mais alto de uso de ansiolíticos e antidepressivos na europa e que a depressão é o terceiro problema de saúde mais frequente nas consultas dos Cuidados de Saúde Primários, consideramos ser prioritário zelar também pela saúde mental dos Sintrenses, assegurando que estes têm acesso a consultas de psicologia no serviço nacional de saúde. A saúde não é um luxo mas sim um direito. Outra questão que nos preocupa é a de assegurar a acessibilidade aos cuidados de saúde e mesmo outros tipos de serviços públicos, aos cidadãos surdos. Assim julgamos fundamental a implementação de serviço de língua gestual portuguesa no atendimento dos serviços públicos, nomeadamente, com prioridade para os Centros de Saúde.
Importa combater o sedentarismo e a solidão motivo pelo qual queremos também criar mais espaços de convívio e mais locais para as pessoas se exercitarem. Defendemos a construção de mais pavilhões desportivos, de mais parques verdes com hortas comunitárias, equipamentos desportivos, parques infantis que sejam também inclusivos, locais apropriados para os cães poderem correr livremente. Defendemos também a criação em Sintra da primeira praia para cães no distrito de Lisboa, possibilitando assim a quem detenha animais que os possa levar consigo a uma praia concessionada, usufruindo dos mesmos serviços que existem em qualquer outra praia.

Por fim, e por sabermos que esta é uma questão que angustia muitos sintrenses, pretendemos desenvolver um plano de apoio a famílias carenciadas que detenham animais e que tenham dificuldade em prestar-lhes cuidados médicos veterinários ou em esteriliza-los, assim promovendo a defesa da saúde pública e respeitando o direito das pessoas a deterem animais mas também o próprio direito dos animais a receberem tratamentos médico-veterinários e a serem saudáveis. A par desta medida, deve também ser criada uma Linha de Emergência para animais errantes e acidentados, disponível 24 horas, com serviço de ambulância, por forma a prevenir acidentes rodoviários e assegurar o bem-estar dos animais.

 

Cristina Rodrigues
Candidato pelo PAN à Presidência da CMSintra

 

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