Aproximam-se as eleições autárquicas e, com elas, a escolha de quem queremos que governe os destinos de Sintra. O voto é um ato que deve ser consciente, conhecedor dos projetos e das pessoas que se propõem gerir o Município e as freguesias e, como tal, é vital que cada um de nós esteja bem ciente das razões que fundamentam a decisão. Neste aspeto é fundamental saber quais as prioridades e as motivações de cada candidato. É esse o ponto de partida e a razão de estarmos Juntos pelos Sintrenses – Sintra e as Pessoas são a nossa prioridade.

A gestão de uma edilidade e a avaliação dessa mesma gestão é a capacidade de definir prioridades e de implementar as medidas que respondam de forma eficaz e eficiente ao estipulado. Mais do que compromissos e promessas importa saber o que sustenta os projetos, que planos de ação e quais as áreas de intervenção prioritária porque ninguém, em momento algum e em tempo útil, consegue, ao mesmo tempo, resolver tudo para todos.

Exposto isto importa dizer que é hora de avaliar os últimos 4 anos no que concerne a esta matéria e, claro está, que não houve planeamento e investimento tendo estes sido substituídos por uma gestão que colocou o foco nas finanças, no dinheiro. Nada mais errado porque essa não pode ser a primazia, não se deve gerir uma Câmara Municipal como se fosse uma empresa, objetivando a poupança, o lucro, porque o dinheiro tem que estar ao serviço dos contribuintes e, sem investimento, ninguém beneficia dos impostos que paga.

Quer isto dizer que urge mudar o paradigma e colocar a prioridade as pessoas. É imprescindível que o trabalho dos executivos, dos autarcas eleitos, tenha como primeira missão as pessoas e o investimento na sua qualidade de vida, investindo no espaço público, na saúde e ação social, na educação, na cultura e no desporto, na mobilidade e na economia local. O dinheiro que todos pagamos tem que estar ao serviço dos munícipes, dos fregueses, que terão que ter o retorno em qualidade de serviços e infraestruturas. As pessoas são a principal prioridade da candidatura Juntos pelos Sintrenses e o dinheiro deverá estar ao serviço delas.

A outra prioridade tem que ser Sintra. A principal questão que todos os candidatos deveriam responder é o que farão a partir do dia 1 de Outubro se perderem as eleições?
E porquê se perderem?
Porque é aí que se descobre a essência e a motivação de cada um em se candidatar a quatro anos de serviço público. É na resposta a essa pergunta que se encontrará o objetivo de cada qual e se saberá se lhe está subjacente um fim comum ou apenas individualista. Porque para fazer por Sintra não é necessário estar no poder, para Fazer por Sintra é necessário espirito de missão e respeitar Sintra é exercer com a mesma responsabilidade o cargo para o qual cada um é eleito, seja no executivo seja na oposição.

Aqui, penso que será claro, quem sempre esteve e estará por Sintra. Os últimos 4 anos e a postura dos eleitos são a inequívoca resposta a esta questão. Mesmo sem pelouros, Marco Almeida sempre lutou pelas convicções e por Sintra enquanto o Presidente do Executivo apenas se preocupou em afastar a segunda força mais votada, desrespeitando o sentido de voto dos eleitores. E, muito sinceramente, alguém acredita que, se perder, Basílio Horta ficará a lutar por Sintra e pelos Sintrenses como vereador, como oposição?

 

Carlos Miguel Saldanha

Juntos Pelos Sintrenses

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