Na realidade, para Sintra, a regularização da mobilidade urbana é uma questão de sobrevivência que, por enquanto, não passa de sonho.
Tal questão de sobrevivência, afinal, apenas exige que se concretizem medidas há dezenas de anos vigentes em locais congéneres, em todas as latitudes.
Sabemos que o trânsito tem de ser condicionado, em especial no centro histórico, que o regime de cargas e descargas só pode ser exigentíssimo, que não é possível continuar a autorizar atitudes individualistas.
O condicionamento do trânsito, incluindo o encerramento à circulação de determinadas vias, implica a instalação dos tais parques dissuasores, de uma rede de transportes públicos totalmente renovada, em articulação com o estacionamento, integrada no sistema de acesso aos pontos altos da serra. Tanto, tanto que fazer.
Porém, enquanto tudo isto se prepara, Sintra não pode deixar de dar sinais inequívocos de que é lugar onde prevalecem atitudes civilizadas, que estimam, preservam e fomentam todas as medidas afins do geral interesse da comunidade. É, neste contexto, que urge exigir a actuação conforme das forças de segurança.

APENAS CASOS DE POLÍCIA!

Há iniciativas e actividades que, a todo o momento, podem – e devem ! – ser tomadas. Meus senhores, essencialmente, trata-se de matéria para actuação das diferentes forças policiais, nomeadamente, Polícia Municipal e Guarda Nacional Republicana.
Naturalmente, como detentores do poder e da autoridade democrática que lhes foram conferidos pelos eleitores, é aos autarcas que compete a demonstração de que exigem o seu cumprimento, ‘de facto’ e ‘de jure’.
Assim não acontecendo, até parece, como tantas vezes ouvimos dizer, que, pelo contrário, as forças da autoridade até têm recebido, dos próprios autarcas, sugestões e instruções no sentido da «tolerância» dos mais criticáveis comportamentos…
Por exemplo, tão só no domínio do trânsito, não actuando contra os camionistas que, empatam a circulação, fazendo descargas de mercadorias, às dez e meia, onze da manhã, em pleno centro histórico; ou ignorando o facto de zonas pedonais se terem transformado em parque de estacionamento; ou permitindo o estacionamento onde ele é manifestamente proíbido, etc, etc.

Em suma, urge acabar com as tão perniciosas práticas da famosa e institucionalizada «cultura do desleixo» e tudo fazer para que, também ao nível das forças de segurança, se sinta mesmo o efeito do exercício da autoridade democrática.
[Ilustr: foto de Isabel Stilwell]

João de Oliveira Cachado  

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