A frase “Sintra não é apenas a Volta do Duche”, lida em comentário no FB ao nosso artigo de 25 deste mês (por favor clique para rever) ficará na História de Sintra.
No contexto em que foi proferida, transcende a questão política para se tornar num amostra Cultural que não pode ser considerada inócua. Basílio Horta estará grato.
Sendo de um destacado membro – neste e anterior mandato – da Assembleia Municipal, eleito pelo partido agora maioritário, levanta-nos dúvidas históricas.
Provavelmente Afonso Henriques deveria ter conquistado a Cavaleira. D. Fernando II optado por um Palácio na Carregueira. A judiaria de Sintra seria em Vale Mourão.
Agora, com desagrado de meia dúzia de homens cultos, temos de aguentar o Palácio Nacional de Sintra em Sintra, ali a 100 metros da Volta do Duche.
Embora sendo palavras proferidas a título pessoal, não podem desprezar-se como pensamento também político, pois de um debate político se trata.
Transporta-nos para outra visão, incompatível com os objectivos do Poder Local Democrático que pretende o desenvolvimento equilibrado do território.
Nesta perspectiva, o comentário mais parece ser a apologia do castigo às zonas menos populosas, virando-se para grandes núcleos com um populismo inaceitável.
Infelizmente, receamos que seja a cara visível da política de gabinetes, a opinião que mais altos responsáveis terão mas que precisam de porta-vozes acessórios.
No quarto ano do mandato de Basílio Horta, justifica-se o nojo da Rua dos Arcos?
Tal como, a 50 metros do Palácio Nacional, os visitantes, sentados numa esplanada, se sintam a viver um Centro Histórico da Unesco com panoramas destes?
(ver imagem http://retalhos-de-sintra.blogspot.pt/ )

Sintra, no local mais nobre do Centro Histórico da Unesco. #É este o caminho”?

Ou, mais acima, apreciando a Fonte da Pipa, tão histórica, tenham este enquadramento que – estamos convictos – envergonha qualquer amante de Sintra?
(ver imagem http://retalhos-de-sintra.blogspot.pt/ )

Sintra, na Fonte da Pipa, Centro Histórico da Unesco. Gostarão os políticos?
Este vídeo do Parque da Liberdade (de 21.7.2017), situado entre a Volta do Duche e o Palácio de Valenças (onde é a Assembleia Municipal) ajudará a perceber o que o Dr. Basílio Horta e alguns apoiantes querem dizer com #É este o caminho”.

(endereço do vídeo: https://youtu.be/YLkadzBCU70)

Os verdadeiros Sintrenses ficam envergonhados
Desde a primeira edição deste blogue que avisamos os leitores: “Tão sintrense como os que vivem entre Casal de Cambra e Cabo da Roca ou entre São João das Lampas e o Barrunchal. Ser-se sintrense é um estado de espírito de amor a esta terra bafejada por riquezas naturais tantas vezes desrespeitadas”.
Sentimos que, em cada dia, temos razão. Estamos envergonhados.
Quando vemos a má prática dos políticos. Quando lemos que “Sintra não é apenas a Volta do Duche” para justificar o abandono, todos devemos estar atentos.
O Parque da Liberdade é o símbolo do abandono de grande parte do concelho, gerando poupança milhões durante três anos para agora surgirem de supetão nas promessas eleitorais do Dr. Basílio Horta, assentes nas zonas mais populosas.
Não seria mais prudente e politicamente correcto que se reconhecessem estes e outros erros tendo em vista a urgente alteração da imagem oferecida de Sintra?
Agora que NÃO É ESTE O CAMINHO não restam dúvidas.

 

Fernando Castelo » blog Retalhos de Sintra
http://retalhos-de-sintra.blogspot.pt/

 

 

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