PSD insiste em xenófobo
«O CDS quis manter a coligação com o PSD em Loures, sugerindo que se encontrasse um outro candidato alternativo a André Ventura. Mas os sociais-democratas recusaram deixar cair o seu militante. Foi o fim da aliança de direita. Os centristas emitiram uma curta nota à imprensa onde explicam que, depois de terem manifestado “no seio da coligação o seu profundo incómodo” com as declarações de André Ventura, decidiram “seguir um caminho próprio”. Pouco depois, a direção do PSD reafirmou o apoio ao candidato, lamentando, mas respeitando, a decisão do CDS. André Ventura, por seu turno, acusou os centristas de terem “cedido à pressão de alguma esquerda”.

Ontem, uma entrevista do candidato ao jornal i onde este se insurgia contra as pessoas que “vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado” e que acham “que estão acima das regras do Estado de direito” (assumindo que tal acontece particularmente com a etnia cigana), mereceu o repúdio de dirigentes do CDS. Mas, oficialmente, o partido preferiu não tomar logo uma posição: “O CDS é leal às coligações em que está envolvido e, nesta fase, será no interior da coligação que o CDS vai pronunciar-se sobre este assunto”, limitou-se a dizer o líder da distrital de Lisboa, João Gonçalves Pereira.» [Expresso]

Parecer:
É o voto a qualquer custo, social-democrata na São Caetano à Lapa e Le Pen em Loures.

Blog O Jumento» http://jumento.blogspot.pt/

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Falha ou alibi?

Nesta época de calor, o SIRESP deu para falhar, primeiro em Pedrógão e agora em Alijó. O que é estranho, porque no tempo dos anteriores governos nunca se ouviu falar de de queda de comunicações.
Se dantes nunca falhava, o que é que acontece agora: defeito do material ou alibi conveniente?

Pinho Cardão » blog Quarta República
http://quartarepublica.blogspot.pt/

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A instrumentalização de Pedrógão, a promiscuidade autárquica e aquele senhor dos suicídios que não aconteceram

Leio a posta do Jorge e não fico nada chocado, ainda que numa situação normal devesse. O emaranhado autárquico é nebuloso, feito de arranjos partidários que servem interesses que não o da generalidade dos munícipes, saturado de esquemas de corrupção, clientelismo e tráfico de influências e apinhado de oportunistas sem escrúpulos. Sabemos o que a casa gasta, pelo que não surpreenderá a possibilidade de que recursos doados pelos portugueses acabem por ser usados em prol das mui nobres campanhas eleitorais de quem se conseguir fazer à vida.
É, portanto, possível que a distribuição destes recursos coincida fortuitamente com a ocasional agenda política de quem, por mera casualidade, estiver no sítio certo à hora certa. E quem parece estar em alta, no que a estar no sítio certo à hora certa diz respeito, é o candidato do PSD à CM de Pedrógão Grande. Caso o nome João Marques lhe soe estranho, caro leitor, trata-se daquele indivíduo que, durante o clímax da tragédia que se abateu sobre aquele concelho, com o oportunismo político a atingir níveis estratosféricos, saltou para a ribalta quando, alegadamente, informou Pedro Passos Coelho sobre suicídios que não aconteceram, reportado por testemunhas e familiares que nada viram, e que o líder do PSD usou como arma de arremesso, acabando humilhado e sem outra alternativa que não fosse pedir desculpa aos portugueses.
Acontece que este militante laranja, que esteve 16 anos no poder (1997-2013) em Pedrógão, afastado posteriormente pela lei da limitação de mandatos, saltou dos paços do concelho para a Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande, onde ainda exerce as funções de provedor, ao mesmo tempo que se passeia pelas ruas do concelho em pré-campanha eleitoral. Quatro mandatos à frente da autarquia, quatro anos no topo da hierarquia da filial local de uma das mais poderosas instituições deste país, a possibilidade de influenciar a distribuição de milhões de euros de ajuda, entre outros bens, tudo isto num cenário de instabilidade emocional, parece-me um terreno muito inclinado para um combate político justo e equilibrado. Para além de tresandar a incompatibilidades por todo o lado, como o Jorge sublinhou.
Com as Autárquicas à porta, a queda de Passos Coelho está a ser acompanhada por fenómenos que não dignificam a história de um partido que é maior de que estes anos de afastamento do centro. Em Lisboa temos uma candidata imposta pelo aparelho nacional, acusada de se recusar a dialogar com a concelhia, no Porto um candidato que vê comunistas em todo o lado, em Loures um indivíduo a fazer declarações xenófobas, a quem até o CDS-PP retirou o apoio, e em Pedrógão Grande este senhor que cria factos alternativos e que aparentemente terá uma palavra a dizer sobre o destino dados a milhões de donativos, que tanta falta fazem a pessoas totalmente desesperadas, que dentro de pouco mais de três meses irão às urnas. As sondagens são o espelho deste declínio que não augura nada de bom para o PSD e para a sua actual liderança. Até lá, como alguém disse, e muito bem, continuará a ser o melhor seguro de vida da Geringonça.

João Mendes » blog Aventar
https://aventar.eu/

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Quem são os ciganos?

Artigo integral da Infopédia:

Os Ciganos

“Originários do Noroeste da Índia, o povo que hoje é conhecido por cigano ou Rom partiu em êxodo desta região por volta do ano 1000 por razões ainda hoje não totalmente esclarecidas. Este povo espalhou-se pela Ásia e Norte da Europa num surto de migração que deu origem à denominação povo Rom. Um outro fluxo de migração passou pelo Egipto, daí o nome de gypsy , tsigane , gitano e cigano, e veio a espalhar-se pelo Norte de África, Península Ibérica e Sul da Europa.
Os ciganos do Sul da Europa, Calés ou Calós em Portugal e Espanha e Manouches em França, bem como os Rom do Leste da Europa, maioritariamente concentrados, em termos de países, na Roménia, em que constituem cerca de mais de dois milhões e meio de pessoas, partilham todos a mesma herança cultural da Índia, transformada por séculos de itinerância e nomadismo em contacto com povos de todo o Mundo.
Constituindo ao longo da História um grupo marginalizado pelas sociedades com as quais estiveram em contacto pela recusa de abandonar a sua cultura, tradição, língua e costumes e pela sua necessidade visceral de liberdade e independência, os ciganos escolheram durante séculos a vida nómada por ser aquela que lhes permitia sobreviver em plena identidade. Para além da discriminação e exclusão social e racismo, os ciganos sofreram formas de escravatura real ou informal, como no caso da Roménia, e foram vítimas de tentativa de genocídio do III Reich nazi que levou ao extermínio de cerca de meio milhão de homens, mulheres e crianças.

A base da economia das comunidades ciganas era tradicionalmente o ofício artesanal, ferreiros, caldeireiros, cesteiros, etc., ou o comércio de bens de variada ordem e de animais. Os vários tipos de ocupações profissionais mantêm-se ainda hoje. No Leste da Europa, existem clãs de famílias cujas características fazem lembrar as das castas indianas, em que os ofícios são seguidos por várias gerações. Por exemplo, encontramos no ofício de caldeireiros os Kalderash, ou no comércio de cavalos os Lovara.
Uma outra forma de vida do povo cigano é a arte do circo, da representação, da amestração de animais e a música. Foi sobretudo a música que permitiu a um certo número de grupos de ciganos uma posição muito favorável junto das cortes de reis e czares na Europa e na Rússia.

Em termos musicais, os ciganos assimilam a cultura musical dos povos com quem estão em contacto e reinterpretam-na de uma forma inteiramente pessoal e cultural que chega a ter laivos de verdadeira reinvenção. Uma das manifestações mais importantes desta influência mútua de ciganos e gadgés encontra-se no flamenco, arte viva que uniu na sua expressão não só as formas culturais como também os povos.
O povo cigano tem uma língua própria manifestada em diferentes dialectos que têm origem na língua hindu e no sânscrito. A sua língua é também uma espécie de código que estabelece a base dos laços sociais e familiares dentro da mesma comunidade ou em comunidades diferentes de ciganos. Dentro da família cigana, os velhos e as crianças ocupam uma importância fundamental, significando por um lado a preservação da experiência e do conhecimento predominantemente oral desta comunidade e o futuro e a sobrevivência da sua cultura.
A família e a honra são os valores mais queridos deste povo que observa uma série de regras de forma muito rigorosa. Muitos dos costumes das comunidades ciganas, sobretudo os mais característicos, são completamente desconhecidos das sociedades onde estes se inserem, o que por vezes contribui para aprofundar o fosso social e a discriminação. Hoje em dia são raras as comunidades totalmente nómadas de ciganos, dado que a maior parte se sedentarizou total ou parcialmente. A força de muitos dos costumes mais tradicionais do povo cigano tem vindo a enfraquecer, sobretudo nas comunidades suburbanas sujeitas a uma enorme pressão por problemas económicos e de marginalidade. Por outro lado, assiste-se, sobretudo durante a segunda metade do século XX, à criação na Europa de instituições organizadas de defesa da cultura e dos direitos do povo cigano, que pugnam pela preservação de muitas das suas tradições, ao mesmo tempo que pretendem um estatuto de cidadania efetiva junto das sociedades em que estão inseridos, com o respeito dos seus direitos mais elementares, entre os quais o respeitante à diferença.

 

A 8 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Cigano.”
Original aqui:
https://www.infopedia.pt/$ciganos
Imagens: Internet

Pesquisa Bruno Santos » blog Aventar
https://aventar.eu/

 

 

 

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