– As palavras e as obras…

 

“(…) Faz parte da nossa estratégia de a Câmara não ter património abandonado (…)”

[Basílio Horta, “Câmara investe na requalificação do espaço público” – Publicado em 31-01-2017]

Invariavelmente, o discurso que o Senhor Presidente profere nas mais diferentes ocasiões, refere-se a uma realidade que bem poderíamos classificar como virtual…

Repare-se no estado lamentável destes edifícios. Repare-se que, nesta situação nada virtual, bem real, de um conjunto tão emblemático como é o dos dois edifícios da Biblioteca Municipal de Sintra – Casa Mantero, na Correnteza, não pode ser mais flagrante a contradição entre as palavras de Basílio Horta e a realidade que enfrentamos todos os dias.

Conheço bem, não me pode ser menos alheia, fica a 50 metros das traseiras do prédio onde resido há quase 50 anos. Todos os dias por lá passo, todos os dias tal espectáculo me é inevitável.

Como todos sabemos, o aspecto exterior de um edifício, tal como acontece com o aspecto exterior de cada pessoa, apenas indicia o que se passa com o estado geral, sob a epiderme… Enfim, não desconhecendo o que «a casa gasta», que cada um imagine «o resto»…

Lamentável mas bem concreto, este é o vergonhoso aspecto da Biblioteca de Sintra, numa das mais conhecidas e concorridas zonas da Estefânea onde, todos os dias, milhares de visitantes avistam o Palácio da Vila, a Serra e os seus famosos pontos altos.

Desculpem vir perturbar o vosso Domingo. Ou, melhor, bem vistas as coisas, afinal, quem vos desassossega não sou eu mas, isso sim, o Dr. Basílio Horta…

 

João de Oliveira Cachado (texto e foto)

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