Foi à entrada da Rua Alfredo da Costa, a poucos metros dos Paços do Concelho onde, pouco antes, tinha eu visto o Vice-Presidente aceder ao seu estacionamento.

 

Desesperado, o condutor da ambulância fazia todos os possíveis e imaginários sinais sonoros e luminosos. Tentava ziguezaguear através de uma artéria congestionada, apenas com uma faixa de sentido único onde, pura e simplesmente, tal não é possível…

 

Não é fim de semana. Já não era altura de ponta. Desgraçado de quem precisara daquele serviço de emergência, em dia e hora perfeitamente normais. Porém, a «normalidade» de Sintra, faz-se de cenas que tais e de outras não mais agradáveis.

 

Na minha caminhada, acabara de me cruzar com hordas e hordas de turistas que, sem qualquer disciplina de grupo e, porque os passeios estão cheios, vão para o asfalto e atravessam, por exemplo, a Volta do Duche como se fosse um jardim.

 

Sintra está nestes tristíssimos preparos. Armadilhada. Indisciplinada. Sem rei nem roque, com o centro histórico abandonado à sua sorte, em consequência da falta de medidas de remediação e, muito menos, de qualquer estratégia de prevenção.

 

E, mesmo assim, o grande responsável por este lamentável quadro, é putativo recandidato à presidência da Câmara!… E é escusado vir insistir com o argumento dos três mandatos anteriores. Esse período é passado e, democraticamente, foi avaliado nas urnas!

 

O mesmo autarca prometeu que, no seu mandato, entre 2013 e 2017, esta questão da mobilidade seria resolvida. Como, afinal, nada fez que, a montante, pudesse resolver o problema, naturalmente, a situação apenas se agravou. Tão simples como isto.

 

O pior é que, por estas e por outras, se põe em risco os bens e a segurança de cidadãos, como o que daquela ambulância, cuja vida estaria contada ao minuto…

 

João de Oliveira Cachado » Facebook, 29 de Maio 2017

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