No passado dia 30 de Abril, às três horas da tarde

O caos instalado. O pavor institucionalizado no centro histórico de Sintra. Trânsito completamente parado entre Chão de Meninos, Estefânea e Vila Velha. Totalmente comprometida a possibilidade de subir a Serra. Junto à Quinta da Regaleira, impossível prosseguir para Seteais e Estrada Velha de Colares.

Três veículos de pronto-socorro, no Largo Victor França, aguardavam instruções da GNR para iniciarem as

operações de remoção de não sei quantos veículos. Enfim, mais um cenário idêntico aos que, tantas vezes, temos tido oportunidade de partilhar…

Inúmeras, têm sido as chamadas de atenção relativamente à falta de resolução dos problemas de mobilidade urbana, em especial, resultantes da falta de instalação dos parques de estacionamento periféricos, naturalmente, em articulação com uma boa resposta da rede de transportes públicos colectivos, responsabilidade do actual executivo autárquico que, inequivocamente, prometeu a concretização dessa medida para pleno funcionamento no Verão de 2016…

Neste caso específico, desanimado por tanta falta de nível dos autarcas responsáveis, sinto-me ‘minimamente compensado’ pela excelente companhia de variadíssimos cidadãos empenhados.

Apesar da preocupação evidente que ‘Sintra armadilhada’ confirma a cada dia que passa, um grupo pessoas, inqualificavelmente satisfeitas com o statu quo, ainda conseguem subestimar esta gravíssima questão, ‘enrolando-a’ com problemas menores por resolver no centro histórico, como a falta de reparação de uns buracos, caiação de uns muros e da limpeza de uns passeios…

Na delirante defesa do actual executivo autárquico, mais não fazem do que tapar o Sol com a peneira para, isso sim, se regozijarem com melhorias feitas nas zonas urbanas e suburbanas do grande concelho que Sintra é, zonas onde habita a grande maioria dos eleitores…

Pois é, bem os entendemos. Porém, enquanto assim procedem, defendendo a indefensável atitude de autarcas que, manifestamente, não estão à altura dos desafios do centro histórico de Sintra.

Em zona crítica e de difícil intervenção correctora de situações como a ilustrada pelas fotos, como nada tem sido feito, tudo se tem agravado… E tudo se tem agravado numa escala insuportável.

 

João de Oliveira Cachado

Texto e foto

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