Um Plano que poderia ser um bom plano…

Um dia destes, inesperadamente, tal como tem sucedido com “polos”, “hospitais” e outras coisas mais, o Plano de Pormenor da Abrunheira-Norte ressuscitará.  Sendo uma área inserida na Zona de Protecção Rural constante do Plano de De Gröer, a provável dispepsia causada pelas regras não é fácil nem politicamente tratável. A história é antiga, tem quase 20 anos e dá pano para mangas. Pode dizer-se que quase tudo foi mantido na nuvem, sem efectivas repercussões na terra e nos interesses e necessidades mais ajustadas ao prestígio de Sintra.  Local privilegiado para um Centro de Congressos que tanta falta nos faz, o Plano apresentado foi ajustando as meias-tintas com as meias-ilusões…e apagou-se. Era a “cidade” SONAE”, certamente ainda se lembram Não terá sido de propósito, mas não é que com o Plano de Pormenor da Abrunheira Norte a placa toponímica da Abrunheira foi avançando até ficar quase de fora do Plano?

 

Voltemos ao Plano, que tem muito que contar…

 

Quando em 2014 o Plano foi ressuscitado (por favor relembre-se aqui) Basílio Horta logo disse ser “o maior investimento em Sintra”. Chamava-lhe a “Cidade SONAE”.

Com as placas toponímicas andantes, o Plano acabou por ficar fora da Abrunheira, onde (face ao Plano de De Gröer) a Câmara limita a altura das edificações a dois pisos.

E o nome da Abrunheira apenas ficou no Plano…

Assim, o “Enquadramento Paisagístico de Aproximação à Serra de Sintra”, invocado no Plano que tanto entusiasmou Basílio Horta, poderia ter a tapar a Serra…um Edifício com 15 metros de altura, outro com 12 metros e 15 (quinze…) com 9 metros de altura…

Estranhamente, prevendo o Plano uma via de cintura interna a passar paredes meias com uma unidade Industrial da Abrunheira, não daria acesso a essa unidade, pelo que os camiões que todos os dias atravessam a aldeia continuariam a fazê-lo…

Houve promessas: – A velha escola recuperada; Centro de Saúde (muitos utentes vão ao Posto da Várzea a 15 kms.); Uma AUGI legalizada (praticamente já estava…).

Esquecia-se a cada vez maior concentração de viaturas na zona e que, por força do licenciamento de novas grandes superfícies sem novas vias, seria agravada.

 

Uma Área Privilegiada para servir Sintra 

 

A Utilização daquele espaço imenso deveria merecer as maiores cautelas com vista a soluções (p.f. clique) para alguns dos problemas de Sintra, do turismo à mobilidade.

 

É uma zona com clima privilegiada, ar puro e muito Sol durante todo o ano.

Entre espaços verdes, bons hotéis com mini-golf ou lawn bowls  e, ao que se dizia, uma clínica privada (respeitando a altura de dois andares) seriam respostas com retorno.

Ao mesmo tempo, por estar junto ao IC19, reúne condições para um Terminal Rodoviário de Proximidade (TRP), permitindo aos visitantes o acesso rápido ao Centro Histórico e aos Monumentos da Serra, ao mesmo tempo servindo os residentes.

É altura de se perguntar, passados quase três anos e meio, se Basílio Horta tem mais alguma coisa para prometer sobre este tão exigente Plano, ou o que terá para dizer.

Algo terá falhado? Ou o que falhou?

Será que o Plano foi diferido para 2018 ou mesmo 2021?

SEM NADA SE SABER É QUE NÃO É O CAMINHO.

 

 

Fernando Castelo  »«  blog Retalhos de Sintra, 23 Março, 2017

 Ver artigo com fotos  http://retalhos-de-sintra.blogspot.pt/

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