Promover Turismo implica Obrigações

 

Para conforto de V. Excelência e fantásticos especialistas em Turismo, confessamos nada perceber do mesmo e, embora redundante, muito menos do de Sintra.

Todavia, como lemos o site Municipal a publicitar em 16.2.2016 (há mais de um ano) a participação em Feiras de Turismo na Europa e Estados Unidos e,

Sua Excelência manifestou em 4.3.2016, na Revista Transportes, “satisfação” com a oferta de transportes em Sintra…sem abordar a sua interligação ao Turismo…

…não será estultícia a junção das duas vertentes para a devida avaliação.

Se pagasse dois ou três passes e perdesse uma ou duas horas – em cada sentido – para chegar ao seu Trabalho ou regressar ao Lar, estamos certos que assim não falaria.

Para benefício colectivo, é bom vestirmos a pele dos alvos, sejam Pessoas que confiaram na promoção de um destino turístico ou utentes dos transportes.

 

De comboio até Sintra, um cansaço

Ainda não passou muito tempo, no trajecto Sintra/Rossio/Sintra havia quatro circulações directas por hora, servindo turistas e residentes, muitos estudantes e trabalhadores.

Ao incremento Turístico que traz mais passageiros a Sintra, a CP resolveu (concordou?) reduzir para metade as tais circulações directas e criar mais incómodos aos utentes.

A Estação do Rossio, preferida pela maioria de turistas que visita Sintra, converteu-se numa Sala de Espera e de tempo perdido em longas filas para a aquisição de bilhetes.

Agora, a cada meia hora, após esperas no Rossio e viagem de 40 minutos, balanceando em barulhentos comboios, chegam a Sintra – de supetão – centenas de turistas.

Chegam aflitos à procura das instalações sanitárias públicas que a Câmara Municipal, orgulhosa promotora de turismo lá fora…não foi capaz de prevenir cá dentro.

Não admira que, pior do que no Sudoeste Asiático, as necessidades fisiológicas se resolvam a um canto do parque de estacionamento ou na valeta da Rua de Cima.

Outros, desejando Informações Turísticas Oficiais, irão ocupar muito do seu tempo à espera da sua vez, um desperdício de tempo que não passa de anti-turismo.

Imagine-se Sua Excelência, com boné de Yellowstone e vestindo a pele de forasteiro a dirigir-se ao terminal da carreira 434 para chegar ao Palácio da Pena antes do almoço.

Enquanto caminha, coloca-se-lhe ao lado um veículo, quase certo barulhento, que o vai acompanhando a propor serviços de turismo, circuitos, isto e aquilo…

Antes, Sua Excelência, na sua feliz postura de turista, já tinha sido abordado por dezenas de ofertantes dos mais variados produtos, cuja Câmara Municipal não controla.

Receamos que, passando no local, Sua Excelência ainda não se tivesse apercebido.

Agora, perguntará se é compatível um Município participar “em Feiras de Turismo na Europa e Estados Unidos”, e não ter controlo certificado da qualidade cá dentro…

Fazemos a justiça de admitir que Sua Excelência, enquanto testa este segmento de turismo nada dignificante para Sintra, vai pensar que alguém o tem andado a enganar.

Salvo se, por ignorância em Turismo, somos nós que estamos errados.

Ou terá sido disto que se andou a promover em “Feiras de Turismo”?

Estamos certos não ser este o caminho que os Sintrenses desejam…

 

 

Fernando Castelo # blogue Retalhos de Sintra

http://retalhos-de-sintra.blogspot.pt

 

 

 

 

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