Caro Senhor Presidente,

Libertos de que algum defendedor das políticas de V.Exa. nos invoque os 12 anos anteriores, gostaríamos de expressar o nosso receio de que o andem a tramar ou a não corresponder aos anseios de bem servir as populações.

Suportamo-nos na eventual falta em lhe disponibilizarem print screen de expectativas que ficam goradas se não houver atenção a pequenos mas importantes pormenores.

Recentemente – e muito bem – foi feita a construção de um passeio e marcadas duas passadeiras para peões (uma delas com banda atenuadora de velocidade em frente a um Lar) garantindo mais segurança aos peões que por ali caminham.

Saliente-se que, em pouco mais de 100 metros, passaram a existir três (3) passadeiras, numa zona com curva e que recomendará mais cuidados.

Fomos aguardando a conclusão dos trabalhos, já que pensávamos (esta coisa dos munícipes pensarem tem que se lhes diga) que toda a Rua do Forno, na Abrunheira, seria tratada com a mesma sensibilidade técnico-autárquica, com reflexos positivos.

Desaparecidas as máquinas e a agitação no local, nota-se que a ligação à Rua do Vale (uns 10 metros) continuou em terra, que em épocas de chuva se transforma em lama, quando seria pouco dispendioso se fosse asfaltada.

Para ajudar aos técnico-autárquicos, permita que junte uma Planta do Local, que deverá estar na posse dos Serviços (a minha tem a anotação “C.M. de Sintra”):

Não vamos pensar que os responsáveis pela análise da circulação automóvel nesta via só sentiram necessidade de intervenção aqui, pois isso seria pouco abonatório para quadros certamente de craveira elevada.

Temos aqui referido (entre outras) a velocidade que se pratica, as ultrapassagens a alta velocidade, na parte recta da Rua do Forno, e nessa parte, os técnico-autárquicos, ou por falta de tempo, entusiasmo ou qualquer outro motivo não se aperceberam.

Tanto mais que a zona que, aparentemente, não cuidaram, é a mais forte  residencial e, a meio, tem um jardim com parque, onde convivem e de onde saem muitas crianças.

Temos uma passadeira (em primeiro plano) a seguir a uma curva perigosa, ainda por cima cuja escapatória vai para um espaço sem protecção onde estacionam viaturas.

A outra passadeira é lá bem ao fundo.

Nos estreitos passeios, passam dezenas de crianças e seus acompanhantes, sempre a medo com os carros que por ali passam a grande velocidade.

Na zona de perigo, onde as pessoas se assustam e são incomodadas, além de correrem perigos face ao desrespeito dos automobilistas, não se justificam lombas?

Ficará, pois, uma pergunta relacionada com o primeiro parágrafo desta mensagem:

– Isto será alguma coisa para tramar V. Exa.? Para gerar descontentamentos? V.Exa. não achará estranho uma “solução” (que apreciamos) deixando “não-soluções”?

Saberá V. Exa. que em Sintra há de tudo.

 

Fernando Castelo  «» blogue Retalhos de Sintra

http://retalhos-de-sintra.blogspot.pt

 

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