Fui desafiado a escrever sobre os 20 anos de Sintra – Paisagem Cultural, Património Mundial UNESCO.

Não posso deixar de notar o grande desenvolvimento a nível da renovação e da qualificação dos diversos monumentos de Sintra desde essa altura, nomeadamente:

– Preservação do Palácio da Pena

Palácio de Monserrate – requalificação do Palácio e jardins envolventes (2007)

Aquisição da Quinta da Regaleira, e abertura ao publico. (1997)

Aquisição do Chalet da Condessa D´Edla, renovação e abertura ao publico (2011)

Requalificação, criação de infra estruturas de apoio e contextualização do Castelo dos Mouros (2009)

– Recuperação do antigo Cine Teatro Carlos Manuel, agora Centro Cultural Olga Cadaval (2001)

Requalificação do elétrico de Sintra (1996/2009)

E isto só mencionando os mais emblemáticos.

Este investimento em aquisições, renovações, requalificações é um sucesso, o numero de visitantes sempre em crescendo são disso prova, principalmente os estrangeiros.
Investir em Cultura e na nossa identidade têm retorno (também) a nível económico com o crescimento do setor turístico.

Estes são os pontos positivos que tenho forçosamente de apontar como um dos grandes transformadores da Sintra que conhecemos atualmente.

No entanto, Sintra precisa neste momento de algum discernimento e estratégia para o Futuro, destaco estes desafios:

– Dinamização noturna
– Mobilidade no Centro da Vila
– Ordenação e regulamentação da oferta turística
– Valorização da identidade Saloia, contextualizar Sintra e suas gentes aos visitantes.
– Integrar o território rural como local a visitar.
– Maior oferta de espetáculos culturais.

A finalizar um tema que me é querido e que Sintra tem passado ao lado, a valorização ambiental:

Qual a pegada carbónica que o Município produz?
Que métricas estão a ser recolhidas e devidamente processadas para tomadas de posição a nível de combate às alterações climáticas?
Os resíduos florestais e agrícolas poderiam ser aproveitados para uma central de Bio massa?
Sintra não adere à campanha da Quercus “Autarquia sem Glifosato”, porquê?
São (mais) alguns dos temas que gostaria de ver debatidos, esclarecidos e endereçados numa perspetiva de continuidade e compromisso politico.

Nuno Agostinho (Movimento (Re) Pensa Sintra) / convidado

Anúncios