Completam-se hoje 731 dias (dois anos mais 29 de Fevereiro deste ano) desde que foi aqui denunciada a montagem de uma agressiva estrutura na frontaria do Hotel Central em Sintra (por favor clique para rever). Hoje, ainda se aguarda a remoção.

Aliás, só muitos dias depois, já o ataque ao Património da UNESCO consumado, Basílio Horta, Presidente da Câmara, faria um Despacho no sentido do “embargo da obra”.

A Alagamares, prestigiada Associação Cultural, também reagiu junto da Câmara Municipal e da UNESCO sobre a descaracterização do Hotel (clique para rever)..

Um Despacho da Agência Lusa difundiu largamente o sucedido.

Hoje, passados 731 dias sobre a agressão feita ao nosso Património Histórico e da UNESCO, tudo continua na mesma, num arrastamento que não sabemos até quando.

Indiferença pelo Património Histórico e Classificado?

Esta preocupante situação – pelo menos para os que tanto amam a história de Sintra e seu Património Histórico e Classificado – pode configurar algo muito perigoso.

Se numa agressão como esta quer a Câmara quer a UNESCO – pelo pouco que se sabe – não deram sinais públicos de actuação contra eventuais infractores, que se pode esperar de outros atentados que sejam idealizados face a este exemplo?

Poderemos admitir que, aqui ou ali, alguém venha a fazer o que muito bem entenda de alterações no Centro Histórico ou numa Área Protegida, beneficiando de silêncios?

A menos que cada uma das entidades comummente responsáveis pela defesa do Património se sintam na cómoda posição de aguardar que seja a outra a intervir.

 

Mais um mistério de Sintra ou uma questão de credibilidade

Adensa-se o mistério em cada dia, contrastando com a rapidez de anúncios de Projectos e Planos para um futuro próximo ou após eleições. Porque será? pergunta-se…

Queiramos ou não, somos levados para o domínio da credibilidade política, fazendo-nos meditar sobre a garantia de cumprimento de tantas promessas dos últimos tempos.

Na realidade, Sua Excelência terá de possuir elementos que ainda não são de amplo conhecimento público e ajudarão a compreender o que inibe eventuais decisões.

É tempo de se saber, pois avizinhando-se eleições, se o Hotel Central vier a acolher alguma candidatura autárquica, a manutenção da estrutura terá de ser discutida.

Passados 731 dias sobre os danos causados à azulejaria histórica, a falta de medidas só poderá redundar em falta de confiança sobre a realização de promessas em curso.

Estamos convictos de que antes das próximas eleições autárquicas se venha a saber das razões impeditivas da remoção da estrutura.

Um grande mistério com 731 dias que continuaremos a contar…

 

EM ADENDA – a RUA DOS ARCOS

 

Um dia, a Rua dos Arcos, a céu aberto por baixo do Hotel Central, foi tapada para dar lugar à actual esplanada. Deixou de ter a sua beleza e passou a ser um túnel imundo.

Quando se faz a promoção do turismo em Sintra – até parece que há grandes prémios – são mostradas imagens como a que se segue?

Rua dos Arcos, esta manhã, bem à vista de turistas e residentes

Que podemos concluir? Que devemos pensar?

 

Que Sintra precisa mesmo de um Sintrense…para um melhor futuro.

 

Fernando Castelo  #  blog Retalhos de Sintra

http://retalhos-de-sintra.blogspot.pt

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